segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ABRAÃO - INFÂNCIA E JUVENTUDE 5

Essa foto é de 1985, de propriedade do meu irmão Mário Augusto
Esse é o Grupo Escolar Alberto Maranhão, onde estudei o 1º ano do Ginásio Comercial em 1964. À tarde funcionava a Escola Normal e à noite funcionava a Escola de Comércio de Nova Cruz. Vejam que da entrada para a esquerda existiam 5 salas de aula, cada uma com 4 janelas. Aí já se vão 20 janelas. Cada janela tinha 5 vidros na parte de cima, totalizando 100 vidros.
Nos dias que não tinha aula (sábado, domingo ou feriado), Eu, meu irmão Lúcio Flávio e Roberto filho de "seu" Dézio, quando passávamos por aí uma vez ou outra, víamos muitas pedras na frente do grupo, daquelas conhecidas como pedras de vidro que Adelmo de Alfredinho usava pra lascar a cabeça dos amigos. Eu, Lúcio e Roberto olhávamos um pra cara dos dos outros, e sem falar, a decisão estava tomada. Treinar TIRO AO ALVO. Ganhava quem quebrasse mais vidros. Dos 100 vidros, nós conseguíamos quebrar uns 60. Roberto era o CAMPEÃO. Logicamente, depois do treino, nós saíamos em disparada para evitar o flagrante. Depois ouvíamos os comentários que uns cabras safados haviam feito uma desgraça dessas. Nós ainda dizíamos: "Como é que alguém, tem coragem de fazer uma safadesa dessas? Tempos depois, quando eram colocados novos vidros, repetíamos a façanha. Isso era STATUS pra gente. Mas ninguém sabia, né? Só a gente mesmo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

MÉDICOS - ONTEM E HOJE


Acima o Dr. Otacílio Lyra ao lado do Capitão Segundo.

Abaixo o Dr. Humberto Fassanaro.

É com muita honra que faço um pequeno comentário sobre esses dois médicos que Nova Cruz jamais esquecerá. Dois médicos que não dispunham de equipamentos sofisticados para o exercício de suas profissões. Ambos usavam o AMOR acima do DINHEIRO para tratar seus pacientes. Os dois eram de uma competência fora do comum, onde seus pacientes eram a prioridade. Esses homens foram responsáveis pela vida de meu irmão EDMAR VIANA que teve uma artéria cortada num pé por uma garrafa de vidro quebrada. Lutaram, mas conseguiram, sem os equipamentos hoje usados. Fui também tratado pelos dois que resolveram meus problemas na época. Eram médicos que examinavam seus pacientes com PACIÊNCIA até descobrirem o problema e encontrar a solução, sem a necessidade de tantos exames e radiografias hoje usados por todos o médicos de 5ª categoria. Não há palavras para descrever o significado desses médicos para a população de Nova Cruz. Como não vou conseguir relatar aqui cada problema que os dois enfrentaram na tentativa de salvar vidas, apenas digo que muitas foram salvas por eles e todos sabem disso. Esses eram MÉDICOS de Verdade.


Hoje, com mais de 40 anos depois, a tecnologia da medicina muito aumentou, em seus sofisticados equipamentos, que terminam não servindo pra muita coisa. O nível do conhecimento médico está cada dia mais baixo. A grande maioria dos médicos, nada sabe. Cada um só entende de sua especialidade e muito mal. Quase todos têm a mania de encaminhar um paciente para outro especialista simplesmente porque ele não sabe do problema. O que recebe, encaminha pra um outro. Desde 2002 que estou em tratamento e minha vida tem sido comprovar o que estou dizendo. Hoje sei ler os resultados de um exame mais do que alguns médicos que consultei. Consultas não duram mais que 10 minutos e você sai do consultório pior do que entrou. Agora, pegar um receituário e fazer uma listinha de medicamentos caríssimos, todos sabem. É claro que existem EXCEÇÕES. Hoje eu classifico os médicos em dois tipos: 1 - Os médicos BONS, que escutam sua história e procuram junto com você encontrar uma solução e medicar apenas o necessário, e pedindo que você informe o andamento do tratamento. 2 - São os médicos BUCETAS, que mal olham pra sua cara, pouco se interessam pelo seu problema e quanto mais rápido você sair da sala, melhor pra eles. Esses são a GRANDE MAIORIA. E, se me encherem o saco, eu divulgo aqui o nome de todos esses SAFADOS, independente das consequências que virão contra mim. Esse tipo de gente é fácil de encontrar no Hospital do Coração, na Casa de Saúde São Lucas, na Prontoclínica Dr. Paulo Gurgel (o pior de todos) e em quase todos os consultórios e clínicas de Natal. Se alguém se doer com isso, pergunta que eu respondo.

Que saudades de Dr. Otacílio e de Dr. Humberto!

BANDA DE MÚSICA - NOVA CRUZ

BANDA DE MÚSICA - NOVA CRUZ - ANOS 60

Essa foi uma verdadeira Banda de Música. Importantíssima para os novacruzenses. Sob a regência do Inigualável e Inesquecível Ten. JOSÉ DE FREITAS. Eu ainda lembro de muitos componentes dessa Banda, mas os nomes me fogem à memória. Além do Regente, o que nunca esqueci foi o grande Ivanaldo (Naldinho do Sax), meu colega de classe no primeiro ano ginasial. O grande baterista, saxofonista, trumpetista e a gota serena chamado Olival de Freitas Sobrinho, meu grande amigo desde a infância, é filho do Ten. José de Freitas. Muitos novacruzenses da antiga lembrarão com certeza desses componentes. O que eu lamento na Administração Municipal, é que depois dessa época, nenhum Prefeito teve a CORAGEM de fazer algo igual. Alguns até tentaram fazer uma imitaçãozinha ridícula de uma Banda, mas nunca igual a essa. Dinheiro pra gastar com vadiagem nunca faltou. Professores de música, amigos meus que passaram por aí pra ensinarem música aos jovens, desistiram por não receber seus pagamentos. Falo isso porque já fui músico e entendo do riscado e das safadezas dos políticos. Só tenho a lamentar, como sempre!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

RETRATO DE UMA FAMÍLIA

FILHOS DE EDGARD E MARIA VIANA - 1961

Uma família tem início com a união de um casal. Um homem e uma mulher, lógico, claro e evidente! Os filhos começam a nascer: homens e/ou mulheres. Com o crescimento, os desentendimentos começam, algumas tapas são trocadas vez por outra, mas em instantes todos estão brincando normalmente. A juventude chega e tudo se repete. Um coice aqui e outro ali, mas depois a turma já está num papo bem saudável. Cada um vai fazendo sua escolha profissional e um dia pensa em CASAR.
Novas famílias vão sendo constituídas, mas os pais são sempre lembrados para aquelas visitas de Aniversário, Semana Santa, Natal e Fim de Ano. Famílias que têm acima de 5 filhos, após os casamentos destes, começam algumas divergências, agora envolvendo irmãos, genros, noras, cunhados e cunhadas. Há afinidades entre uns e rejeição entre outros. Os bem sucedidos desprezam os humildes e os humildes se sentem humilhados. É nesse momento que os portões do inferno se abrem e cada um começa a defender seus parceiros de casamento. Irmãos já não ficam mais tão parceiros como antigamente por causa das mulheres fofoqueiras. Todos têm razão em suas defesas e todos estão errados em não saber fazer uma separação das divergências. Nas reuniões familiares seguintes, o número de participantes já é bem menor. Rancores e Mágoas são esquecidos ou disfarçados, mas no coração ainda permanecem e jamais sairão, até que o folclórico Satanás leve todos para o Inferno. Alguns chegam a trocar de esposas, fato comum hoje em dia. Junto com as trocas, vêm mais divergências familiares. Alguns são religiosos apenas dentro de suas igrejas, outros detestam igrejas e outros adoram um barzinho de 5ª categoria. Ninguém vale nada, pois só pensam em si mesmos. Os outros que se fodam.
Esse texto NÃO REPRESENTA A MINHA FAMÍLIA. Mas conheço muitas famílias que são assim. Muitas mesmo! A minha também tem alguma semelhança com isso que se chamava de família.
Eu ou qualquer outra pessoa poderia ser um personagem dessa história, já que ela é muito comum. No meu caso, entro no texto pra dizer que éramos 7 irmãos homens unidos até demais. Nossas divergências eram pequenas. Nada que um tabefe no pé da “orêia” não resolvesse e depois voltasse às boas. Um irmão veio a falecer e isso contribuiu para o afastamento de uns dos outros. Qual o motivo? Indefinido até hoje. Quando alguém me fala em Família, a primeira palavra que me vem à cabeça é PROBLEMA. Dos 5 irmãos que me restaram, 3 se afastarem de mim sem motivo algum de minha parte.
Eu, Abraão, sempre fui o único que conseguia reunir esses 7 palhaços. Restaram dois que ainda me visitam, mas nem sei se gostam mesmo de mim. Um deles eu acredito que sim, já o outro eu tenho minhas dúvidas. Mas eu tenho respeito pelos dois. Certa vez um primo nosso disse uma frase que nunca esqueci: “PARENTE SÓ SERVE PRA DUAS COISAS: UMA É PARA TIRAR FOTOS PARA A POSTERIDADE E A OUTRA É PRA SEGURAR ALÇA DE CAIXÃO DE DEFUNTO.” Acredito que esse primo estava com a razão.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

CACHACEIROS DE NOVA CRUZ

E TOME CACHAÇA, MAGOTE DE FILA DA PUTA

Essa era uma turma de primeira. Não podia ver uma garrafa, que em 2 minutos ficava vazia. São as figuras: Lá em cima, VIRGÍLIO (de Zé Terixeira) e BISMARK (de "seu" Eurico). Em seguida, LEVI CONFESSOR (Filho do Pastor Vieira), meu pai EDGARD, RAIMUNDO GLAUCO, CHICO DA PAULISTA e RAIA. Foto tirada por minha mãe, Maria Viana, em nossa casa. Na parede se vê uma Flâmula do União Sport Clube.

ABRAÃO - INFÂNCIA E JUVENTUDE 4

ANTONIO DE MELO NETO, conhecido como TOTA DE JOÃO PAULO era um dos nossos amigos de Infância e Juventude. Era uma boa pessoa, até pela sua família bem sucedida, irmão do hoje grande médico JAIME CÉZAR. O TOTA só tinha um defeito. E que defeito, hein? Gostava de agredir sem motivos os amigos mais fracos fisicamente, como Eu, meu irmão Lúcio e outros. Vez por outra eu levava um contrapasso de Tota, assim como o meu irmão também. Um dia, pra ser mais exato, em 31 de dezembro de 1965, em frente à Prefeitura, onde se armava aqueles parques com aquelas canoas ridículos e sem controle, o Tota implicou comigo e depois com meu irmão. Chamei Lúcio em particular e disse o seguinte: "Lúcio, já que a gente vive apanhando mesmo, uma surra a mais ou a menos, não vai fazer diferença. Só que dessa vez nós vamos apanhar juntos. Vamos atrás dele e eu vou insultá-lo e você fica por trás dele pra me ajudar." Quando eu o encontrei junto dessas canoas do parque, eu já fui convidando Tota para me bater. Ele não pensou duas vezes e já veio pra cima. O terreno que ficava junto à linha do trem era inclinado e eu achei melhor ficar na parte mais elevada. O que ele não esperava, é que dei-lhe o bofete no meio da cara e de complemento um chute na barriga. Quando ele caiu pra trás, Lúcio o agarrou pelo pescoço. Como Tota era mais forte, os dois caíram no chão. Com ele deitado eu peguei um paralelepípedo pra estourar a cabeça dele. Mas antes que eu jogasse, alguém maior que eu conseguiu impedir. Depois desse dia, Tota sempre que cruzava comigo ou com meu irmão, evitava um encontro. Se um não pode vencer, dois podem. Tive um encontro com Tota e João Paulo em 1985 na Agência da Caixa em Pedro Velho. Falamos nesse assunto da briga e rimos um bocado. Coisas de Criança.

ALUÍZIO ALVES EM NOVA CRUZ

ALUÍZIO ALVES EM NOVA CRUZ NO INÍCIO DOS ANOS 60

Aluízio Alves (O maior Governador que o Rio Grande do Norte já conheceu), quando foi a Nova Cruz ver os miseráveis da cheia do Curimataú em 1964. Nessa foto se vê claramente várias figuras conhecidas da população: Lá no alto, o Bisselão Donzelo, o Zé Ramalho, Cassiano Arruda (bem jovem), Armando Arruda, Aristides Porpino, Cid Arruda Câmara (meio menino), Clécio de Chico Belarmino, Adelmo de Alfredinho (famoso por lascar cabeça de amigos com pedras). Perto de Armando Arruda, está Felipe ou Tadeu, pois misturo os dois, e outras figuras que não lembro o nome agora.
Foto tirada por EDGARD RIBEIRO VIANA (meu pai) e que pouca gente tem.
Quem tem essa foto, foi divulgada por mim em outras situações.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A MARCA DOS 23.000 ACESSOS

O meu humilde BLOG acaba de alcançar a marca dos 23.000 acessos. Criei esse blog com intenções de divulgar fotos das cidades de ASSÚ, FLORÂNIA, NOVA CRUZ e PEDRO VELHO. Cidades que morei, apesar de ter nascido em Jardim de Piranhas. Divulguei também para meus amigos de NATAL e outros amigos do SUDESTE pertencentes à Jovem Guarda. Não sou Jornalista, nem Escritor. Apenas divulgo o que EU ACHO interessante. Muita gente não gosta, é claro! Mas, eu sou assim e vou continuar divulgando o que eu quiser. Meu blog já chegou até em Brasília e em Santarém no Pará. Muito obrigado a todos que contribuíram para esse número.

Abraão Lincoln

sábado, 13 de fevereiro de 2010

WALDEMAR DA PAULISTA E DONA ZILÁ

WALDEMAR DA PAULISTA E DONA ZILÁ
Maria Viana (minha mãe) com Dona Zilá e Waldemar da Paulista na festa de Ano Novo no Comercial Atlético Clube, em 01 de Janeiro de 1962. Meu pai Edgard Viana bateu a foto. Waldemar era uma pessoa íntegra e querida por todos com sua simpatia à frente das Lojas Paulista. Homem que frequentava a alta sociedade novacruzense junto com Dona Zilá, mas mesmo assim nunca deixou de ser cordial com a população humilde de Nova Cruz. Pessoas desse porte não são lembradas, uma vez que quando se fala na história de Nova Cruz, apenas os ARRUDA CÂMARA e os CUNHA LIMA são citados. Assim, presto aqui a minha humilde homenagem a esse casal nota 10.

O POTENGI F C - IMPROVISADO

O Potengi F. C. era meu e de meu irmão Lúcio Flávio. A formação nunca foi essa. Emprestamos as camisas para nosso irmão Júlio Cezar fazer um jogo com os amigos dele. Apenas o goleiro ANTÕE CABELIM jogava no nosso time. Nessa foto aí, aparecem da esquerda para a direita, JAITINHO (O famoso Boçal), LUIZ BESOURO, ANTÕE CABELIM, PINTO (de Neves Calango) e meu irmão JÚLIO CEZAR.
Obs. Foto foi tirada por minha mãe MARIA DA CONCEIÇÃO CÂMARA VIANA, em meados dos anos 60.

OS MARCIANOS POR ABRAÃO LINCOLN

Tudo começou com o desejo de Olival de Freitas, Heronildo e Joílton de Joca da Luz, de formar um grupo musical, em 1968. Mas não havia recursos para isso. Depois eu me juntei a eles como um incentivo a mais pra ver onde iria chegar. O trio conseguiu montar um “guitarra” fajuta, com um braço de violão, corpo de madeira feito por Ednaldo marceneiro, usando um captador de violão, assim como as cordas. Olival era o dono da bateria que foi confeccionada por ele mesmo. De fato, o trio fez a apresentação do GNSC, mas não havia nome definido. Usaram um nome de improviso, mas não foi The Oncly, que também não significa Os Tios. Daí veio a idéia de formar mesmo um conjunto. Passado algum tempo, Alberto Januário mandou fazer uma guitarra e um contrabaixo. Com a chegada de Itamar, grande solista e também acordeonista, foi feito um ensaio no Círculo Operário vizinho ao Hospital. Mas faltava um Baixista. Incentivaram-me a aprender a tocar o contrabaixo. Mas eu não tinha noção dos acordes e comprei um manual de contrabaixo, que de nada serviu, se nem no violão eu sabia os acordes e tonalidades. Olival de Freitas conseguiu comprar dois amplificadores a Os Mugs de Guarabira – PB e uma guitarra de forma parcelada. Depois que Dona Lia Pimentel entrou em cena, ela assumiu o restante dos pagamentos. Como eu fui EXCLUÍDO para tocar, arranjaram uma função pra mim, que era a de Diretor Artístico, para ficar responsável pelo repertório. Alberto ficaria como Técnico de Som e Joílton como Eletricista.
Os componentes iniciais eram Itamar (Guitarra-Solo), Heronildo (Guitarra-Base), Bernardo (Contrabaixo) e Olival (Baterista). Didi de Dioclécio havia sido consultado para ser o cantor, mas não evoluiu a conversa. Joílton não era o cantor do Conjunto. Numa reunião antes da definição do grupo, lá no hospital, Juntamos e o Alberto sentindo que seria chutado, foi armado com um revólver calibre 38 e disposto a mandar qualquer componente pra tocar na banda de Jesus. A confusão rolou solta. O primeiro nome do grupo foi THE CLEVERS. Mandei até uma carta pra Carlos Alberto da Rádio Cabugi informando a fundação, e ele sugeriu trocar o nome, pois já havia antes um conjunto famoso com esse nome. O nome já estava escrito na bateria, pois eu desenhei as letras numa cartolina e colei na bateria.
Depois Dona Lia aceitou o nome OS MARCIANOS sugerido por Dilson Gesteira a Olival de Freitas. Aí ficou legal. O letreiro que tem na bateria foi desenhado por mim. Um disco voador e o nome Os Marcianos. Pintado numa cartolina e colado na bateria. Na foto dá pra ver parte do disco voador.
Os uniformes foram confeccionados por Anália de Zé do Café. Uma calça amarela com boca de sino e duas camisas, uma roxa com botões dourados e uma azul com torçais vermelhos. Na estréia do conjunto, as roupas de Alberto e Joílton tinham as cores diferentes, pois não eram músicos. A minha eu nem quis que fizesse, pois já havia desistido por me sentir excluído. O repertório do conjunto era totalmente de músicas soladas, inclusive aquelas que foram gravadas cantadas, eram todas soladas. Todo conjunto fazia isso, até o The Jetson’s de Natal e muitos outros.
Dona Lia cedeu a casa vizinha à dela para que o conjunto usasse como sede.
AS PRIMEIRAS MODIFICAÇÕES – Itamar, o solista desistiu do conjunto por divergências musicais. Foi chamado às pressas um solista muito fajuto de São José de Campestre, chamado CHIQUINHO, pois havia um baile nessa noite. Ao revisar o repertório, CHIQUINHO só sabia solar 21 músicas. O baile foi tocado com essas 21 músicas, repetindo cada uma delas, várias vezes. Chiquinho ficou morando na sede do conjunto e passava o dia inteiro com a guitarra na mão aprendendo tudo, até que se tornou um solista de primeira categoria. O segundo a sair foi OLIVAL, mas deixou a bateria emprestada para o conjunto. Em seu lugar assumiu ABRAÃO (olha eu aí!) e Anália de Zé do café ajeitou a roupa de Olival para mim. Alberto Januário já havia pulado fora também, mas JOÍLTON permaneceu e passou a ser o cantor do conjunto. O conjunto continuou com sua infinidade de bailes na região. Agora é que entra em cena o GILBERTO, que era acordeonista e ficou tocando ESCALETA, dessas bem ruim mesmo! . Depois ele conseguiu uma escaleta melhor até encontrar uma PIANOLA. Depois entrou no grupo o grande LUCIANO para tocar piston. Tempos depois, CHIQUINHO fez umas apresentações num circo que andou pela cidade, e pediu a Dona Lia para ir embora com o circo. Levou de presente de Dona Lia, um amplificador e uma guitarra. Em seguida apareceu na cidade, um sujeito do DER chamado RENATO. O cara se achava o máximo, mas tocava ruim pra caralho. Não fui com a cara dele e mais uma vez pulei fora. Pra quebrar o galho, quem assumiu a bateria foi DUBA, filho de Loyola, conhecido como Lolóia. Duba não tocava nada, mas tinha interesse e dedicação. Baterista na cidade só havia Olival e Abraão. Nesse período, Olival pediu a bateria de volta e Dona Lia se encarregou de comprar uma bateria completa e de primeira qualidade. Duba terminou aprendendo a tocar. GILBERTO, cunhado de Bernardo era o líder, pra não dizer DONO do grupo. Em 1970, Os Marcianos foram tocar uma festa de aniversário na casa de Joílton e faltava um guitarrista-base, pois o Heronildo deixou Os Marcianos para tocar em Santo Antonio com o conjunto OS TÁRTAROS, de Zarinho. Como eu já tocava violão nos cabarés e bares da vida, fui convidado por Joílton para tocar essa festa. Com medo de errar, mesmo assim eu aceitei. Depois da minha apresentação eu fui aceito pelo conjunto. Depois que o conjunto passou a ser administrado por UBALDO de Rosemiro, que tinha idéia diferente das minhas, ainda toquei um pouco, mas depois eu pulei fora DIFINITIVAMENTE e nunca mais quis saber d’Os Marcianos.
Obs. 1 – Tudo que o grupo conseguiu foi com Dona Lia Pimentel na frente. Quem fez doação disso ou daquilo, foi pela participação dela.
Obs. 2 - Eu nunca fui solista de guitarra. Era apenas um guitarrista-base. Mas eu costumava dizer que pra tocar igual a mim, só existiam dois guitarristas-base: PIPPO do The Pop’s e ALMIR do The Fevers. A turma zonava comigo pela minha “modéstia”.
Obs - 3 A foto acima foi tirada por Nazareno Faustino e distribuída com o grupo, mediante pagamento.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

ABRAÃO - INFÂNCIA E JUVENTUDE 3

CONSIDERANDO que já contei dois fatos sofridos de minha infância e juventude, vou fazer mais alguns relatos sobre esse assunto, pois aqui posso fazer meu desabafo sobre figuras cretinas da cidade que adotei como minha. Nasci em Jardim de Piranhas, morei em Florânia e fui parar em Nova Cruz em 1959 aos 8 anos de idade. Adotei Nova Cruz como minha cidade natal, porque foi aí eu eu aprendi o que há de bom e o que há de ruim. Depois vou falar sobre as pessoas que tenho ORGULHO de ter conhecido e de ter formado uma amizade sincera com pessoas de várias idades e que dura até hoje. Sem esquecer das mulheres que fizeram história na minha vida. E, são muitas!

A gente se encontra nessa estrada.
Comentário anônimo eu DELETO.

Abraão Lincoln da Câmara Ribeiro Viana.

ABRAÃO - INFÂNCIA E JUVENTUDE 2

Essa historinha me leva ao Colégio Agrícola de Jundiaí em 1968. Seus personagens são FLAMÍNIO (José Flamínio de Oliveira) e JAITINHO (Jaílton Barbosa). Em Jundiaí, a diversão principal era ir a Macaíba e namorar as garotas de lá. Jaitinho era intrigado comigo por eu ter sido agredido por ele várias vezes em Nova Cruz sem chances de defesa, pelo tamanho dele. Certa vez eu estava em Macaíba quando uma jovem muito bonita me perguntou se Jaitinho tinha namorada em Nova Cruz. Respondi que não sabia para não me envolver em nada com ele.
Contei isso pra Flamínio e espliquei que não respondi para não me envolver nisso. O safado, covarde e traiçoeiro Flamínio contou isso pra Jaitinho. Mas eu não tinha me envolvido em nada.
Depois de um almoço, eu estava deitado no alojamento com mais 49 alunos, quando de repente o meu lençol foi arrancado por Jaitinho e me disse o seguinte: "Olhe, quando você estiver em Macaíba, não ande falando mal de mim!" Antes que eu pudesse me defender, ele me arrastou da minha cama e me deu aquele famoso balão, onde me puxou pelo braço e me jogou por cima das costas dele e eu caí só o bagaço no chão. Fiquei chorando inocente no olhar de todos os colegas e voltei a me deitar sem nada entender. Depois Renato de Zezito me disse que Flamínio contou a história pra Jaitinho e aumentou um pouquinho. Minha cama era vizinha à de Renato e a de Flamínio. Fiquei pensando numa forma de me vingar de Jaitinho, já que com Flamínio um bofete era suficiente. Planejei esfaquear Jaitinho enquanto ele estivesse dormindo. Isso era fácil demais. Mas não consegui forças para essa execução.

ABRAÃO - INFÂNCIA E JUVENTUDE 1

De tanto visitar Sites e Blogs de NOVA CRUZ, fiz uma viagem ao passado no início dos anos 60. Coisas que não acontecem mais nas escolas onde o dinheiro resolve tudo. Lembro que eu estudava o primário (4º ou 5º ano, talvez) no Ginácio Nossa Senhora do Carmo e tinha como colegas de classe, pessoas consideradas RICAS e outros do meu nível. Na minha bolsa de couro, minha mãe colocava 4 ou 5 bolachas daquelas chamadas REGALIA, e que eram duras e capazes de abrir 5 pontos na cabeça de alguém. Isso era o meu lanche, sem direito a suco. Eu completava com água. Numa das aulas, ao tirar um caderno da bolsa, algumas bolachas caíram no chão e isso virou uma gargalhada sem fim por parte dos RIQUINHOS. Luiz Augusto de Morais, o Moraisinho foi o primeiro a dar um chute numa das bolachas em diração ao quadro negro. Eu fiquei de cabeça baixa morto de vergonha pelo papelão que passei, principalmente pelo meu lanche ridículo que havia ido embora. No recreiro eu tomei apenas água.
Ao fim da aula, eu fui seguido até chegar na minha rua, por LUIZ AUGUSTO DE MORIAS (Moraisinho), DOMÍCIO ARRUDA CÂMARA (Nonô) e por MOISÉS, irmão de Marízio. Esses idiotas me humilharam o quanto puderam com piadas, empurrões e tapas, sem que eu pudesse me defender. Isso durou alguns dias.
Terminei por contar a meu pai EDGARD RIBEIRO VIANA, que resolveu ir ao GNSC pedir explicações sobre o ocorrido. No GNSC havia uma professora e Vice-Diretora que mandava mais do que a Madre Superiora. Era a Irmã Miriam, rígida, justiceira e de poucas palavras. No dia seguinte, antes do recreio, Irmã Miriam entrou na minha sala e numa frase disse: "Moraisinho, Domício e Moisés, hoje ficarão sem recreiro e após a aula vocês três só sairão meia hora depois que Abraão sair."
Essa decisão permaneceu por vários dias com relação à saída. O recreiro foi liberado sob condição. Nenhum pai desses MILIONÁRIOS teve a ousadia de ir ao colégio contestar a decisão. Se fosse hoje, a força do dinheiro teria expulsado professor, diretor e a gota serena. Existia respeito na época pelas decisões da escola.